1998 on the street

13 11 2008

Depois vem neguinho dizendo que os anos 90 não tão aí. Ahm-ham. Tá.

9108angerweb

Imagem retirada ontem do Sartorialist, diretamente de NY.





infoaholic

12 11 2008

Ontem comprei minha Vogue Brasil - a America e a Harper’s Bazaar US ainda não tinham chegado -, que estava satisfatoriamente grossa, e começei a folhear. Cada página uma surpresa. Inúmeras matérias e notícias (?) que eram do meu total desconhecimento começaram a me deixar confusa. Nos meses anteriores, a Vogue era só um meio de confirmação de coisas que via previamente na internet. Via, checava, dava uma lida e jogava a revista no arquivo, onde ficaria até precisar dela para alguma pesquisa.

Cheguei a óbvia conclusão de que se a Vogue está interessante, é porque há algo de errado comigo. Com tantos afazeres dinâmicos me falta tempo para a coisa mais primordial ever: a pesquisa. Boa, velha e libertadora pesquisa e nos faz saber hoje o que a massa vai usar amanhã. Tem coisa mais gostosa que isso? É como controlar a vida das pessoas de alguma forma. Ter tardes inteiras para olhar desfiles e, com o passar do tempo, encontrar nas ruas as referências iguaiszinhas do que foi visto nos slides do Style.com. Saudade de dissecar todas as notinhas do WWD, assim como ler calmamente e com zero de pressa a parte de moda do Times (se bem que o twitter do NY Times Style tem me ajudado bastante), os posts do Telegraph e os videos do Herald Tribune.

Esse é um dos momentos em que o dinamismo me é altamente prejudicial pois acabo não absorvendo nada. E informação mastigada não é informação, é bagaço! Fico louca sem uma base teórica para ocorridos como a crise econômica e seus efeitos trashionistas, o aumento do preço dos produtos de luxo (linkada com a alternativa anteiror), as mudanças no fast fashion ou a questão do masculino frágil (ainda estou tentando compreender essa, principalmente depois da campanha da Balenciaga). O ruim também é conviver com pessoas “normais” sem nenhum vício midiático, que não são tão bitoladas em obter informação a qualquer custo. Perto delas sempre vamos parecer os mais bem informados da galáxia, por mais que a última coisa que tenhamos visto seja uma modelo escorregando do salto no desfile da Prada.

Ainda não encontrei solução pois suponho que seja um problema pessoal, de gerenciamento de tempo. Mesmo que tempo seja uma questão de prioridade, não posso deixar de trabalhar para tirar o dia para adquirir cultura de moda, por mais que eu mexa diretamente com ela, a cultura de moda. Como já havia mencionado, há um negócio chamado dinamismo no meio. Tudo precisa ser pá-pum. E claro nem sempre dá pra saber de tudo, quanto mais saber de tudo com profundidade.

Aí eu pergunto: como vocês fazem para saber de tudo-agora-e-já e ainda executarem com perfeição as tarefas dos dia-a-dia?





a dor e a delícia de produzir

11 11 2008

dave-yoder9

Quem jura que a desatualização é proposital logo se engana. Depois de vida dupla de universitária e redatora/reporter do Profissa tive a oportunidade de retornar ao mundo da produção de moda. Pegar peças por consignação, esperar gerente falar com dono de loja, levar “nãos”, entupir o carro de sacolas ad infinitum, organizar looks mentalmente e ser ágil na hora das fotos é bem mais cansativo do que me lembrava. Quanto mais trocas de roupa, mais mortos ficamos no fim do dia e nem sempre o resultado final recompensa todo o trabalho. O fotógrafo pode não ser lá essas coisas (sem falar no tratamento), o editor/dono da marca (caso seja campanha) pode inventar coisas absurdas na hora, mudando completamente o que foi combinado.

Briefing é o tipo de lei que todos adoram desrespeitar. O coitado do produtor, inseguro, despreparado para a bipolaridade de quem está em comando, fica doidinho. O pior é que nem todas as mudanças repentinas são para o bem. Muita opinião e pouco conhecimento de moda são os maiores vilões. Pior ainda é quando tem gente do marketing no meio. “Mostrar o produto” é palavra de ordem. A imagem pode não transmitir nada para o público, mas o produto quem que tá alí, gritando na foto. Assim não tem produção que dê jeito. E o que seria uma direção de arte bacana acaba se resumindo a segurar e carregar objetos.

De tanto apanhar dos que te contratam e depois querem fazer seu próprio trabalho, a gente aprende a impor nossa opinião, deixando sempre claro que sabemos o que é melhor para cada situação. Tudo é o modo de falar, esse, quase persuasivo. Um amigo me ensinou o truque do “Mas você não acha?”. Um “Mas você não acha que ficaria melhor de tal forma?” não só te dá 90% de chances da pessoa concordar como também de parecer que a idéia inicial foi dela. Caso ela caia nos 10% descordantes, jogue o “Na minha opinião como profissional” com feições bem imponentes, quase austeras. Duvido que não dê jeito.

Outra desvantagem é conviver diferentes toda vez. Há quem veja isso por um bom prisma, pois gera contatos para futuros trabalhos e assim por diante. Particularmente, sou movida pela necessidade de gerar vínculos ao fazer o que gosto como também trabalhar junto de gente bacana. Soa ingênuo, até porque vou conviver com todo tipo de criatura nesse mundo e não posso tá exigindo que todo mundo tenha atitudes ótimas e esteja de bom-humor 24h por dia. Porém, dá de cara com “chefe” esnobe e que te menospresa não é nada agradável.

Pior são os que não respeitam quem não chega-chegando. Poucos dias atrás fui para uma reunião para definir uma campanha de underwear masculina. Mesmo tendo um conhecimento prévio da marca (pesquisar antes sobre é essencial) levei na calma, para sentir o que todos desejavam. Perguntei, ouvi e, como era de se esperar, não havia muito o que opinar. Se tratava de underwear masculina! E muitas das sacadas podem surgir no caminho, ao longo da busca atrás das peças. Levar óculos, regatas de algodão e calça jeans. E tanto o chapéu panamá como o óleo, camisas de botão e blazers foram rejeitados. Motivo: mostrar o produto. Inspirar-me na capa da última Vogue Hommes para dar um up na campanha foi uma idéia sem sucesso. Jamais sugeriria se não houvesse link com a identidade da marca. Falta de visão e… BOOM! Perde-se mais uma boa imagem. Depois reclamam que falta algo.

Como deu pra notar, produzir é onde mais se aprende em menos tempo. Tudo é regrado por uma série de normas que devem ser seguidas como máximas na vida de um produtor/stylist. O período maxímo de consignação é de 48h, tornando suicídio qualquer trabalho na segunda-feira (para esses, conte sempre com lojas amigas que emprestam coisas sem problema). Em editoriais de revista, o privilégio é dos anunciantes, que para o nosso infortúnio nem sempre tem as melhores escolhas. Aí a criatividade no styling vai ter de falar mais alto. Muitas vezes temos que tirar leite de pedra e fazer milagre com peças de modinha ou vestido de festas infelizes cheios de paetês, por exemplo. Na hora, parece que Murphy ataca e todas as lojas bacanas da cidade parecem não anunciar em canto nenhum.

Uma dúvida que sempre rola é a diferença de produtor e stylist. A maioria acha que é tudo a mesma coisa. Tudo burro de carga que leva-e-trás mercadoria e combina uma roupa com outra. Errado. Produtor cuida do cenário e afins, levando para a locação o que for necessário para complementar tanto o ambiente quanto o trabalho do stylist, que na teoria se restringiria a roupa. Poucas (e boas) são as que fazem questão de contratar stylist, produtor e ainda levar o estilista para acompanhar o nascimento da campanha. Melhor exemplo disso? A Dona Florinda. No site deles você pode ver o videozinho com todos os responsáveis pela geração das imagens, provando que quando que vale à pena investir e ter um trabalho excelente. Voltando ao meu caso, para evitar complicações e não perder oportunidades, acabo me chamando de produtora, mesmo querendo ficar só com o styling. No final, acabo carregando sacola do mesmo jeito. E morrendo de inveja de quem só escreve.





Dez coisas que você deveria saber antes de ter entrado no ramo da moda

14 10 2008

Marco, trashionista e grande amigo, folheando a Sportswear International #220 de julho/agosto desse ano acha uma das melhores listas mais bacanas que já havia lido e claro, não poderia deixar de repassar para os colhégas. Dez coisas que você deveria saber antes de ter entrado no ramo da moda é um “alerta” divertido para quem está prestes a mergulhar nesse mundo da mda. Asseguro desde já que no fim não acaba impedindo ninguém de nada. Se neguinho quer entrar de cabeça na vida bandida de Vogues, macrotendências, desfiles da Prada e muito sangue-de-barata não vai ser um top10 que vai empatar, né?

1. Uma sorte qualquer freqüentemente passa a perna em talento real.
Crueldade? Que nada. Em uma frase o autor conseguiu relatar o dia-a-dia de inúmeros profissionais que são renegados por não terem pistolão ou personalidade efusiva para fazer a íntima e conquistar a todos. Um dos fatores que mais frusta o bom trashionista amigo que mesmo com uma cultura de moda incrível acaba sendo ofuscado por gente falsa que tem Quem Indique.

2. Viagens de negócios raramente são divertidas.
Depende. Se amigos pentelhos aproveitam para ir junto e acabam te levanto para festas com temática oitentista e direito a open bar a coisa definitivamente muda de figura.

3. Todo mundo realmente conhece todo mundo (e seus negócios particulares).
O autor do racking acha que isso se aplica na gringa, imagine quando estamos falando de uma província como Fortaleza. Acaba que a vida socio-profissional dos modistas locais se torna um Twitter a céu aberto pois todos sabem o que todo mundo está fazendo. A não ser que a pessoa em questão seja muda e não conte para ninguém seu próximo passo.

4. É mesmo como no colégio – mas os “cool kids” são mais intolerantes/escrotos do que qualquer teen jamais poderia esperar ser.
Calçadores de hypes e suas panelinhas são um pé no saco para os que - ignorantemente - anseiam se inserir nelas. Além de deixarem o conceito de cool bem defasado, o que é sempre péssimo. Teoria que também se aplica a pseudovanguardas, neoripongas culturetes e indies-da-comunicação-social.

5. Mas muitos dos “cool kids” são, surpreendentemente, algumas das melhores pessoas no mundo (quem diria…)

Afirmativa que só se aplica aqueles que vão além do hype.

6. Fins de semana relaxantes e um mero dia de trabalho de oito horas são para outras pessoas.
Se, dentro da moda, sua área for mídia, esqueça. Você vai trabalhar mesmo passeando no shopping. Dia desses eu me peguei fazendo uma matéria sobre o quisque na NYX no Iguatemi ao mesmo tempo em que comprava maquiagem. Madrugadas de F5 no WWD, noites insones resenhando desfiles, dinamismo quase robótico e 24h horas de faro apurado para o novo são os requezitos básicos de quem troca os croquis pelo teclado. E acredite, todos que optaram pela imprensa amam suas olheiras. Afinal, é para isso que servem os corretivos de brinde da MAC: escondê-las.

7. O que acontece em Vegas (ou Barcelona) nunca, NUNCA, fica só em Vegas (ou Barcelona).
Nessa categoria eu também incluo São Paulo. Afinal, somos pobretas mesmo o máximo que fazemos é descer o Equador ao invés de subi-lo.

8. A menos que você seja modelo, suas chances de se encontrar e casar – ou mesmo só pegar – um top são, quando muito, zero.
Particularmente, nunca tinha a menor intensão de casar/pegar/acordar com um modelo. Não sei se por isso achei esse ítem bem enche-linguiça.

9. Mesmo se você tiver um sucesso imenso e se mudar para uma mansão, mesmo assim ainda não terá espaço suficiente no closet.
Sapatos são sempre um problema, não é mesmo?

10. Como na máfia, uma vez que você está no ramo, você está pra vida inteira.

O problema é quando você, querido trashionista, começa a achar NORMAL todos os puxões-de-perna, sangue-de-barata e gongações em geral. Quanto toda essa cobrice passa a fazer parte do seu cotidiano de uma forma que ela soa normal pra ti, acredite, você estará perdido.

Depois de tudo isso só posso concluir que…

Hahahahaha. Sei…





Beach Fashion em high quality

12 10 2008

Para a minha vergonha, o Beach Fashion ocorreu há umas duas, três semanas atrás e por uma decadência nata ao delay só agora tive tempo para parar, uploadear algumas imagens em HQ e assim postar sobre a parte bacana do evento: o backstage.

Já havia feito tanto uma matéria pro Profissão sobre os bastidores do evento quanto publicado a maioria das fotos abaixo. Ou seja, publico apenas na vontade de espalhar ainda mais o quanto adorei o batom laranja, as camisas de botão folgadas (90’s pra vida!) e os jeans baggy detonados que diminuem a demora entre o Ceará e o resto do globo.





Santa Lolla: novo endereço para shoeaholics

1 10 2008

Eu sei, o blog tá abandonado. Eu sei, tô em época de prova (por mais childish que isso soe). Eu sei, estou recebendo visita em casa (minha tia veio passar uns dias aqui). Eu sei, estou sem tempo. Eu sei, todos sabem. Mas, apesar de todos os pesares, ainda tenho tempo para… SAPATOS. Claro! Tanto que um dia desses Marco me chamou de Imelda. Mereço, né?

Bem, do mesmo jeito que naquele dia descobri que as coisas são mais baratas na Sun Bijoux acabou surgindo uma nova parada no meu roteiro de sapatos (ou shoe-tour, pra ficar mais sonoro), a Santa Lolla. Os anúncios em paradas de ônibus, revistas e os catálogos que magicamente encontraram seu caminho até minha caixa de correio já haviam me alertado sobre a loja mas eu não fiz muita questão de bancara a São Tomé e só acreditar vendo. Até que, por acaso, me deparei em frente da vitrine. Minha única crença em seguida é que eu precisava daqueles sapatos. “R$ 169 por essa belezura”, eu pensei, “Num tá tão caro assim, né?”.

Nem tanto. Na minha cabeça shoeaholic doentia aquele me pareceu um preço até decente pelo scarpin magenta escândalo com bico levantado e salto de madeira listrada. Quando retornei a loja de fato e descobri que o único número que restava (39) era justamente o que encaixava no meu pé com perfeição, graças à forma pequena. Experimentei. Andei um pouco pela loja. Senti um leve desconforto (por minha culpa mesmo, de sempre parecer meio troncha sob saltos altos) mas não demorou muito para pegar o prumo e dá uma chance a peça.

Por mais que isso tenha sido há umas semanas atrás até agora não tive a oportunidade de inaugurar oficialmente. Mesmo com o tal desconforto que tenha perdurado um pouco quando retestei o salto em casa, o contraste entre o vinil magenta e a madeira já valeram a compra e principalmente a descoberta. Depois dessa, Santa Lolla definitivamente já está inclusa no meu shoe-tour. Guapa Loca, você não está mais sozinha.





street style made in Fortaleza

18 09 2008

Por viver em uma era onde Scott Schuman (mais conhecido pela The Sartorialist) é pago pelo Style.com para clicar passantes com styling escândalo no circuito NY-Londres-Milão-Paris enquanto as passarelas fervem é até vergonhoso para o Ceará não ter um blog de streetstyle.


Em uma intenção explícita de cara-a-tapismo, Marco, Clarissa e Flávio emergiram com originalidade o Trashionistaz. O nome não foi só um o obstáculo inicial como uma espécie de manifesto singular para (de) nominar os estilosos da terra onde “todo-mundo-‘manga’-de-todo-mundo”, já que quem ousa um pouco à mais é taxado de, no mínimo, estranho.

Ainda não captou a idéia? O trio saí noite à dentro com um canhão semi-profissional da Sony em busca dos bem vestidos. A variedade desses biotipos em Fortaleza é confirmada pela atualização da página, tão diária quando se desejava.

Como há Louis Vuitton que vem para o trem, a periodicidade gera exclusivismo que por sua vez se transforma em statement. Traduzindo: tornar-se post no Trashionistaz não é só colocar um kaffiah no pescoço que tá resolvido. A busca pelo graal do estilo nas ruelas da capital cearense é incansável. Festas na Ruth Aragão, shows no Hey Ho e o bom e velho asfalto se fazem palcos ideais para os que entrarão nesse “hall da fama” virtual.

Quem já está lá? Confira.





Sun Bijoux X Aspectho

16 09 2008

Sabe quando compramos um objeto desejado num preço ok e depois entramos em uma loja similar só para conferir que não encontraremos nada melhor? Foi justamente o que aconteceu ontem. Estavamos fazendo uma matéria sobre as vitrines daqui quando me deparo com uma bolsa ótima da Aspectho.

Entro, pergunto o preço e prometo voltar. Horas depois do trabalho, volto e compro. Quase R$ 77 por uma tira-colo de lamê roxo metalassado. Em seguida entro na Sun Bijoux, assim, como quem não quer nada para checar se lá não havia opções mais bacanas. Até que eu dou de cara com ela, a mesma bolsa que havia acabado de comprar.

E, como se não fosse emoção o bastante, ela estava em torno de R$7 reais mais barata. Não que seja uma diferença absurda mas, segundo as vendedoras, não era a primeira vez que uma cliente fazia esse tipo de compração.

Segundo elas, e pelo que pude perceber, havia outras inúmeras bolsas iguais em ambas as lojas e sempre a Sun Bijoux lidera com preços mais em conta. Há peças em que a diferença podem chegar até R$ 30. Pode parecer pouco mas queira ou não é grana do mesmo jeito.

Chegando em casa para curtir a compra, éis que encontro uma etiqueta bem cara-de-pau no forro da bolsa. Aposto que se perguntarmos para uma atendente da Aspectho ela certamente confirmará que a bolsa é produzida pela própria loja. Agora faço como outro, “nada mais barato que emabalagem e etiqueta”.

Outra coisa que me intrigou foi a abordagem de ambas as lojas. A Sun Bijoux sempre soou um como se trouxesse um pouco da 25 de Março para Fortaleza. Já a Aspectho tenta manter uma áurea de glamour, sofisticação e todos esses outros adjetivos que as mulheres daqui adoram. As opiniões são diversas. Há quem goste da Aspectho e não suporte a Sun Bijoux como também tem quem adore a Sun Bijoux e que não entra na Aspectho por puro medo dos preços. Eu, que entro nas duas, aprendi a inverter a ordem e sempre passar primeiro em uma e pra só depois constatar os absurdinhos da outra.





na mídia

15 09 2008

Numa dessas tardes calorentas de Fortaleza, estavamos eu e minha chefe decidindo detalhes sobre o desfile da marca em que ela trabalha quando seu celular toca. Era alguém da Editora Abril convidando-a para cobrir o Ceará Summer Fashion por uma publicação não revelada. As perguntas na seqüência do convite eram se ela era formada em jornalismo e atuava no sindicato da classe. Como ambas as respostas foram negativas a pessoa no outro lado da linha pareceu mudar de atitude enquanto Aliny argumentava: “Mas até a editora de moda da Vogue, a Maria Prata, é formada em moda e escreve”. Infelizmente, não teve justificativa que desse jeito.

Cinco minutos depois, o celular da vez era o meu. Para nossa surpresa, era a mesma moça da Abril. Como já era de se esperar, ela não se surpreendeu com o fato d’eu estudar simultamentamente moda e publicidade e continuava ansiando por um jornalista do sindicato. Motivo: a empresa exigia. “O Ministério do trabalho tem caído em cima”, retrucou. Já que era uma determinação de força maior não seria eu que faria a diferença. Só me restou alertar sore o mercado local: “Nessas condições você não vai encontrar nenhum profissional de qualidade que realmente entenda de moda pois a imprensa daqui é toda baseada em páginas policiais e coluna social. Raros são os caoss de bons jornalistas, quanto mais de moda”. Desliguei com uma certa pena dela pois nem se quer havia alguém para indicar.

Em apenas alguns segundos bateu uma frustaçãozinha. E a chefe bem complementou: “como todo mundo pode fazer nosso trabalho mas a gente não pode fazer o de ninguém?”. Pior que é mesmo. Editoras bombadas desenham sapatos carérrimos, peruas criam coleções que são apenas extensões de seus guarda-roupas… E nós? Levamos gongadas telefônicas por preferir ter um embasamento de moda ao ínvés de meros conhecimentos jornalísticos? E no meu caso específico, que optei por publicidade para ser ainda mais incisiva na parte editorial, como fico? Como tantos outros profissionais com diferentes formações trabalham em publicações sem problemas? É uma exigência somente da Abril? Espero sinceramente que sim pois não pretendo passar ainda mais dois anos buscando um canudo jornalístico.





Marc Jacobs ainda.

15 09 2008

A essa altura do campeonato não me resta mais o que comentar. tudo já foi dito. melhor, tudo já foi feito pois nada mais a cara de MJ que bater os ingredientes mais improváveis no liquidificador e ter uma vitamina ótima como resultado. Sendo que ao contrário do controverso (e adorável) verão anterior, Jacobs conquistou gregos, troianos e early adopters. Olha só:

Vi dia 8 agora, no Face Hunter.