O título dessa matéria poderia cair no clichê espontâneo e se chamar “Um casal de dar inveja”. Afinal, uma estilista de vanguarda e um cenógrafo com veia artística é um par para ninguém botar defeito. Principalmente quando ambos desenvolvem trabalhos perfomáticos com identidades definidas mas que mesmo assim se interligam. Os namorados que me refiro são respectivamente Maroussia Rebecq e Jean-Michel Bertin, franceses que ontem apresentaram seus portfólios incríveis.

Desceram para os trópicos com a agenda lotada: vieram para o festival de artes visuais Evolução Francesa convidados pela Lacoste, onde desenvolveram projetos especiais. Maroussia cuidou de uma coleção com estamparia artsy inspiradas no Funky Style e Jean-Michel assinará o cenário da campanha da linha Red!.

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Maroussia também já trabalhou com a Nike, invoando peças clássicas da marca e também propondo ações criativas. A mais famosa delas se deu com a decisão de fazer uma partida de basquete em um bairro pobre parisiense. Coloriu da forma mais saturada possível uma quadra aberta e colocou mães contra filhos fantasiados de monstros. Fantasias fabricadas por ela, claro.

nike-andrea-crews As intervenções do Andrea Crews em skeaners Nike.

A cada relato de seus trabalhos ficou evidente o apego da estilista com as crianças, tendo ela feito workshops infantis em Paris, Nova York e Berlim. É desse superego descontro dos baixinhos que ela bebe para conseguir suas imagens otimistas, divertidas, vanguardistas e com aquela estética kitsch dos anos 80. Todos seus experimentos são praticados dentro da Andrea Crews, grife de roupas e agência criativa. Grife por fabricar peças únicas que podem ser usadas de diferentes maneiras e com um diferencial: toda a matéria-prima são roupas de segunda mão compradas em grandes quantidades. Lixo, como ela mesma chama. Porém, com o tratamento artesanal e o valor agregado de marca o “lixo” acaba se transformando em roupas caras. Uma boa opção numa era onde consumo consciente e reciclagem são temas que andam de mãos dadas.

Já a agência criativa reune designers, fotógrafos e artístas plásticos que colocam em prática as performances propostas pela fundadora. O que colocou o coletivo Andrea Crews no mapa foi sua primeira participação na Semana de Moda parisiense com “não-modelos” desfilando looks cuja maioria tinham topless. Não demorou muito para ser considerada pela mídia internacional como uma das revelações criativas. E é por esse savoir-faire que as grandes marcas vão atrás do Andrea Crews.


Desfile-perfomance de verão 2010 do coletivo entitulado de
Jogging Collection , apresentado em outubro na capital francesa

O outro lado da moeda, Jean-Michel Bertin primeiro se autodefiniu como “decorador” de videoclipes e filmes publicitários. Garantindo prêmios paras seus trabalhos como no caso de “We Are Your Friends” do duo de eletro francês Justice, ganhador de Melhor Clipe de 2006. O sucesso foi tamanho que a dupla chamou Jean-Michel para fazer a cenografia do tour mundial em 2007. Uma situação semelhante aconteceu com a cantora Yelle, que adorou tanto ver seu nome artístico em letras enormes para a capa do cd Pop-up que também convidou o cenógrafo para cuidar de sua turnê.

Jean_Bertin04Yelle e seu Pop-up por Jean-Michel Berti

Por essas e por tantas outras que exibiu durante a palestra que prefiro defini-lo como diretor de arte. E de mão cheia! Dentro de seu currículo visual há campanhas incríveis para a Hermès (fotografas pelo Mario Sorrenti), com a lúdica estilista japonesa Tsumori Chisato, Chanel e ainda organizou o a expo “Histories de Mode” de Christian Lacroix.

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Formado em design de móveis pela “L’Ecole des Arts Decoratifs de Paris“ começou em um grupo de design onde aprendeu inúmeras técnicas durante os anos que trabalhou. Aproveitou para coloca-las em prática nos seus projetos seguintes. Mostrados durante sua apresentação, ganham pela diversidade de materiais utilizados e pela forma como consegue imprimir sua identidade independente para qual segmento esteja criando.

Por mais que bata um tiquinho de inveja no fundo, vale daqui para frente acompanhar o trabalho dos dois pois criatividade e inspiração não falta.

Originalmente publicado no Profissão Moda.

Simone Esmanhotto, jornalista de Vogue e blogueira do C’est Sissi Bon, escolhida para auxiliar Carlos Miele durante a sabatina o introduz de forma fervorosa e sem medos dos assuntos polêmicos a cerca do estilista. “Fique pensando sobre ele e achei que ele é o anti-herói da moda brasileira. A pessoa que a gente mais ama ‘odiar’”. Mesmo com inúmeras polêmicas em torno da figura, a mediadora adiantou logo que não havia receio tem tocar no assunto que fosse. Porém, Miele tem méritos maiores do que qualquer “desentendimento” passado com a mídia ou colegas de profissão brasileiros. E é exatamente dos louros colhidos que os presentes queriam saber.

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Bem sucedido no Hemisfério Norte, com lojas em NY e Paris, contou que para se igualar com a concorrência estrangeira é preciso ter o mesmo nível de evolução que eles quando o assunto é estética. Localização das grandes lojas, aquelas que vão transimitir toda a identidade da marca, também devem estar bem localizadas mas condizentes com a realidade financeira da empresa, principalmente em tempos de retração econômica como ocorre na Europa e os EUA. Para completar, é preciso ofercer um produto diferenciado que no caso da marca Carlos Miele são peças com um olhar sofisticado na identidade brasileira. Suprindo a curiosidade de todos sobre as diferenças comerciais da loja de Paris para a de NY, Miele comenta que na filial francesa saem mais peças pretas e vestidos curtos. Na Big Apple, as americanas optam por longos para noite dada a grande demanda de festas e bailes de gala da cidade. E na loja brasileira? Todos os modelos citados acima, sem restrições.

Quanto a M.Officer comemora seu autossucesso e diz não ver necessidades de maiores modificações para engrandecer ou agregar valor pois a mesma traduz a anos o life style da terra brasilis. Na hora de contratar alguém, opta por profissionais em formação mas que principalmente tenham referências das artes visuais e conhecimentos de moda. Acredita também que diploma é algo secuncário. “O certo é buscar na faculdade tudo o que você não for aprender sozinho”, disse. Fica a dica.

Originalmente publicado no Profissão Moda.

Infelizmente só tive tempo de publicar as matérias do Pense Moda agora. Mas… antes tarde do que mais tarde, né?  Perdoem o atraso e vamos ao que interessa:

Era quase meia noite. Todos estavam virando abóbora quando deram início a sessão de perguntas com Gloria Khalil. Restavam apenas vinte minutos e metade da brava audiência que não resistiu em ir embora. Paciente, Glória respondeu os questionamentos que até nós, mortais que acompanham seu trabalho, estávamos cansados de ouvir. “Como se deu o livro Chic – Um guia de estilo?” ou “E na época da Fiorucci, como era?” eram as mais famosas.

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Como Michele Chaves, editora do portal Chic e mediadora da sabatina, abordou, Glória não gosta de olhar para trás. Mirando para o futuro que surgiram melhores perguntas para respostas de primeira. Como quando perguntada sobre o tal “fim da tendência”, bateu na tecla de que o estilo deve substituir a moda, sendo essa apenas uma oferta de mercado. Há quatro temporadas não é possível fazer uma lista de trends que não tenha menos de vinte itens, o que acaba transformando o estilo uma questão de escolha. Tanto que em seus editoriais no Chic tendência é chamada de rumo. Ou seja, atualmente é o consumidor de cara com as inúmeras opções que o mercado sugere. Direcionar-se bem dentro de tantas escolhas é meio caminho andado para a formação do estilo. Afirmação que está diretamente ligada com uma das frases mais icônicas durante a chuva de perguntas: “Se você tiver olho e informação, pode entrar em um magazine e sair bem vestida”. As lojas de departamentos usam o mesmo bureau de estilo, traduzindo para as classes populares o que está acontecendo na moda. Segundo a consultora, funciona muito bem pois é uma forma de educar esse público. Os que podem entrar na Osklen mas tem receio de passar na Renner, C&A ou Riachuelo agora são favorecidos pelo conceito de hi-lo, sugerindo o mix de peças caras e baratas.

Excedendo um pouquinho os vinte minutos, Glória confirmou o que todos já supunham: a brasilidade é um trunfo da hora de internacionalizar uma marca. “Quando você vai para fora e fala que é brasileiro, todo mundo abre um sorriso. Agora fala que você é belga ou eslavo”, brincou. Ao mesmo tempo que é necessário mudar as imagens folclóricas que os gringos tem da moda daqui. “É preciso fazer com a moda o que foi feito com a música brasileira, que é muito respeitada lá fora”, afirmou com veemência. Perder o imutável lado étnico para encontrar um mediano entre a identidade nacional e design cosmopolita soa como a melhor alternativa. Melhor do nossa realidade atual, onde estilistas da terra brasilis desenvolvem produtos como belgas ou eslavos. Entre o cinza europeu e o azul anil do Ordem e Progresso, a sensação que fica é que com Glória é sempre uma aula.

Originialmente publicado no Profissão Moda.

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Levanta a mão quem tá louca batendo a cabeça na parede com a cobertura do Pense Moda 2009? Ao contrário do que se pensa, por mais cansativo que tenha sido a noite de ontem, transformar tudo em palavra escrita está fluindo mais que no ano passado. Das seis e meia à meia noite, eu e Marcelo, meu novo companheiro de aventuras jornalisticas ficamos no lounge que a FAAP organizou para o evento absorvendo o máximo que pudéssemos a cada atração. Ou quase.

Marcelo foi mais rápido no gatilho e já teve suas matérias publicadas no Profissão Moda (aqui e aqui). Enquanto eu corro para atualizar o máximo que puder e espero minhas colaborações serem postadas para colocar por aqui também.

Sobre o evento: palestras/sabatinas/etc no geral tem seu quê natural de intelecutalidade. As do Pense Moda conseguem transmitir conhecimento sem parecerem pedantes ou acadêmicas demais. Talvez um pouco biográficas demais como a do hairstylist David Mullet mas que sem dúvida é tirado um aprendizado dalí. Favorita do dia? A mesa sobre o futuro da mídia com Andrea Bisker, Paulo Caruso, Alexandra Farah, Dernand Alphen, Sebastian Orth e moderada por Alexandre Mathias. A sabatina com a Glória Khalil teve bons momentos mesmo as perguntas sendo sempre as mesmas.

Para hoje, dia 4, estou esperançosa quando o bate-papo dos franceses Jean Michel Bertin, diretor criativo e responsável pelas campanhas, desfiles e vitrines da Hermès, Lacoste e Miu Miu, e pela direção de filmes da Louis Vuitton, Marc Jacobs e Maroussia Rebecq, estilista e fundadora do coletivo vanguardista Andrea Crews.

Ah, não se esqueça: quem não puder tá presente pode acompanhar tudo ao vivo à partir das 20h pelo hotsite do Pense Moda no portal da Renner.

Jean Michel BertinJean Michel Bertin

Cansada em pleno sábado à noite e me preparando para o Pense Moda que começa na terça. Espero que daqui para amanhã encontre forças para posts mais literários e menos imagéticos. Por enquanto, fiquem com as risadinhas internas provocadas pelas geniais montagens do Fashematics.

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Como me mudei recentemente um dos meus maiores desafios era como decorar a casa já que pela primeira vez tinha um apartamento todo para dedicar meu senso de organização. Assim como no styling foi preciso buscar inspiração. Bebi logo da melhor fonte: o The Selby.

Pelo menos a maioria já deve ter ouvido falar de Todd Selby, o intrometido fotógrafo que fotografa os lares mais hipsters do Hemisfério Norte e publica as imagens em seu blog. Pois bem, selecionei tanto material que acabei encontrando algumas ‘tendencinhas’ dentro das inúmeras casas alheias e aproveitei para catalogá-las aqui. Não sou expert em design de interiores apenas relato abaixo minhas opiniões como neodona-de-casa.

  • Araras

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Solução incrível para cômodos pequenos! Eu mesma fui uma que comprei duas para acomodar vestidos, calças e afins sem ocupar o quarto inteiro. Ao contrário dos armários, elas não provocam morfo, deixam uma atmosfera de loja  e ainda facilitam a busca por aquela peça que você tava procurando.

  • Cores

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Ambientes coloridos só remetem a uma coisa: otimismo. Locais iluminados, cheios de tons com saturação emitem vibrações positivas tanto para crianças de casais descolados quanto para seus pais. A brincadeira das cores chega a tomar um rumo kitsch, poluíndo o ambiente com nuances fortes oriunda das paredes ou dos objetos, onde a desaromonia de cores é a chave do equilíbrio do espaço.

  • Livros, muitos livros

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Essa foi outra dica que também absorvi. Também pudera, com tantas publicações para estocar tinha de haver um jeito funcional e ergonômico para guardar todos os livros sãos e salvos de forma que nem ocupasse muito espaço nem os deixassem às baratas. No meu caso, comprei uma estante inteira mas com divisórias em formato de cubos e a coloquei na horizonal. Com quase dois metros de largura, ela além de acomodar os livros ainda serve de suporte para a televisão.

  • Estante para sapatos

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Não teve solução melhor para a minha modesta coleção de sapatos. Ficou exatamente a da foto da esquerda sendo que sem a parte da sapateira pendurada na lateral. Precisei encomendar a estante no marceneiro mis próximo e ao contrário do que se pensa, não sai caro. Na verdade, saí bem mais barato do que se fosse da Tok & Stok. E ainda é do tamanho certinho para a sua necessidade.

  • Minimalismo

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Tendêncinha para gente rica e fina que pode pensar a casa toda em linhas retas. Uma leve poluição visual sempre pareceu bem mais fácil de executar para mim mas em nenhum momento nego a beleza de uma cozinha toda de inox ou uma sala toda no P&B. No dia que me desapegar do meus quadrinhos vintage da Mulher Maravilha e do tapete de zebra  partirei para padrões mais sóbrios.

Aproveitei o fim de semana para baixar The September Issue e confirmar o que havia suposto pelo trailer:  uma versão reality de Diabo Veste Prada. Não deu outra. Sendo que com uma agradável surpresa chamada Grace Coddington. Já havia lido umas resenhas do filme ressaltando que a diretora critativa da VAmerica rouba a cena apenas executando seu trabalho mas foi necessário assistir à 1 hora e 26 minutos de documentário para perceber que a revista não seria nada sem ela. E pior: notar também que tudo de ruim (pelo menos no meu ponto de vista) que a Vogue tem é graças as escolhas asquerosamente comerciais de Anna Wintour.

the-september-issue-1Melhor ser team Grace do que sucumbir a caretice cisuda de Mrs. Wintour

Os ensaios da edição de setembro de 2007 foram quase todos de Grace, a não ser o da capa com a Sienna Miller dirigido pela Tone Goodman e fotografado com o Mario Testino em Roma. Tone, ao contrário da colega, anda na linha e faz exatamente o que Anna gosta para que suas imagens sejam publicadas sem precisar de re-shoot. Mesmo com as peças selecionadas por Wintour, Grace  consegue projetar looks incríveis. Como no editorial dos anos 20, que optou junto com Steve Meisel por leves borrões, tons em sépia e um tiquinho daquela provocação que ele aplica em seus trabalhos para a VItália. Logo a foto que tinha maior dramaticidade foi cortada por Wintour.

Durante toda a película mostra a busca insessante da editora chefe pelo creme de la creme da imagem de moda comercial. Não era à toa que antes de The September Issue eu achava os ensaios assinados pela Grace meio envelhecidos ou que tivessem sempre a mesma cara, com o fundo cinza e Carol Trentini ou Raquel Zimmermann pulando com um outfit do Oscar de La Renta. A culpada não poderia ser outra que a diaba, né?  Após acopanhar o desenvolvimento da maior edição do ano e ver isso estampado na minha frente é quase que um ultrage. Celebridades como covergirls, milionárias falando sobre câncer de mama e perfis das it girls de Manhattan são ferramentas que alavancam vendas e simultaneamente são a essência de tudo de podre (sim, você não leu errado) na Vogue America. Mesmo assim as vendas da VAmerica ainda cairam 15% em 2008. Dado que há uns meses atrás ameaçou a saída de Wintour para ser substituída pela Roitfeld, o que, obviamente, não aconteceu. Anna continuou investindo na sua fórmula enjoativa de vender revista enquanto Grace, tanto no filme quanto na última edição que chegou nas minhas mãos (novembro 2009), tenta encontrar prazer nos editoriais que se identifica transportando sua identidade romântica e sutilmente teatral para seus trabalhos. Claro, sempre torcendo para a diaba não boicotar, pedir re-shoot ou eliminar looks.

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Editorial Playing the field: curtinho, contido, com imagens quase chapadas e o único produzido por Grace para a edição de novembro 2009.

Sou saudosista por natureza e quando não encontro bons substitutos para produtos/marcas que já estou acostumada aí é que bate uma saudade mesmo. Revendo meus newsletters, acabei encontrando três dos itens que mais tem feito falta no meu dia-a-dia.

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Não preciso explicar o meu amor carriebradshawziciano por sapatos. Basta ver aqui. Nos últimos tempos a In estava tomando o lugar da Guapa Loca no meu coração. Promoções incríveis e peças que a gente só encontra lá me faziam deslocar até o Dionísio Torres. Para ter uma idéia, uma vez vi uma meia pata que parecia ter saído daquela coleção cheia de arlequins da Miu Miu. A parte irônica é que na sola havia grifado o nome “Miu Piu” com a mesma estética do logo da marca original. Achei tão cômico que faltou tantinho assim de impulso para comprar. Por outro lado, meu bolso está feliz com o descanso, visto que desde que me mudei só adiquiri uma sapatilha vermelha de R$ 30. Aposto que se tivesse uma In por perto meu cartão de crédito ia recuperar o tempo que ficou guardado no fundo da carteira.

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Outro item dificil de encontrar é um bom jeans. Skinny, claro. Porque esse negócio de boyfriend só é pra gente extremamente magra. Eu mesma sou uma que fico parecendo um machinho. Mas isso é assunto para outro post. Bem, se havia uma coisa que não podia reclamar enquanto cidadã fortalezense era do meu suprimento de jeans. Vestidos, shorts, saias e calças com caimento decente. Todas oriundas da Cipolla. Ou pelo menos a maioria. Estando aqui tenho que esperar pela boa vontade da Zara para encontrar aquela peça com modelagem colante e cintura no lugar.

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Bem, esse é um artigo que não posso reclamar muito pois ultimamente ando comprando até Vogue UK. Mesmo se fosse pela necessidade de novas publicações também estaria suprida pois desde que aportei pelas bandas de cá já vi pelo menos dois lançamentos de revistas que tenham moda dentro das pautas. Sendo que Fortaleza precisa de uma publicação interamente dedicada ao tema e após o fim da Seven (?) a In Voga tem a chance de monopolizar o segmento. Fora que é sempre bom ver uma mídia impressa voltada (totalmente) para a moda, algo que carece em qualquer capital do Brasil.

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Como é do conhecimento da maioria, vim de um lugar que muitas vezes não tem nada de interessante para fazer numa sexta à noite. Ou num sábado de manhã, domingo à tarde, quinta na hora do happy hour… E justamente quando me mudo para uma cidade cheia de atrações acabo não conseguindo usufluir de tudo que me é oferecido. Uma ótima maneira de organizar a sua programação pessoal é checando o B-Coolt toda semana.

Editado por Jorge Colombo, tem a proposta de conter as novidades de São Paulo, reúne tudo o que acontece de bacana por aqui no período de sete dias. Basta se cadastrar no site que toda terça-feira você recebe um email avisando que saiu boletim novo. Quem preferir pode assinar o feed. O que não vale é ficar em casa depois de ler.

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Sábado de boa MPB (ao vivo) e muita gente interessante. Foi assim que a estilista Cândida Lopes lançou sua nova coleção “Carão” no dia 17 de outubro no espaço-loja Coletivo em Fortaleza. Batendo um papo com a estilista, ela explicou a origem do nome de sua nova coleção. Nada a ver com “dar uma bronca”, o popular “carão” que nossas mães nos davam quando nos comportávamos mal ou com a gíria gay “fazer carão”, ser arrogante. O “Carão” significa rosto mesmo.

carVoz e violão de Mel Mattos embalando o lançamento no novo espaço do Coletivo

A inspiração surgiu das aventuras imaginárias de Cândida, durante a criação das estampas para a nova coleção e também pelos comentários nada comportados de amigos, dentre eles Francisco Matias, estilista, amigo e parceiro de longa data no Coletivo. Com muita malharia, as criações vão de calças Sarouel à camisetas básicas super confortáveis, nos tons cru, mostarda, musgo, preto e o tradicional branco. Casaquetos são um plus para a coleção, vieram nos tons azul, em malha beneficiada, uma espécie de moletom mais leve.

car2Cândida ao lado dos mais-que-queridos Patrícia e Sérgio Gurgel segurando a petit Theodora

wedson2Wedson Lierbth é trashionista por tradição, dono do Getting Up, reporter de moda nas horas vagas e colaborador exclusivo do Cara do Abuso. Sim, você leu exclusivo. Tã?!

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