cara do abuso


abuso póstumo
Julho 8, 2009, 4:08 pm
Arquivado em: moda

diorrules
Diretamente do backstage couture da Dior.
Prova que ter moral não depende se você está vivo ou morto.

Vi no Cajon DeSastre.



the september issue post
Junho 29, 2009, 8:53 am
Arquivado em: moda

Minha intenção originial era apenas publicar o vídeo sem maiores explicações. Até mesmo pela falta de reação que todos ficamos ao fim do trailler. Mas algumas coisas devem ser levadas em consideração:

1. Conceitualmente falando, todos nós sabendo que a Carine Roitefield dá de mil na Anna Wintour de olhos fechados e com as mãos amarradas. Não foi à toa que em 2008, quando a Vogue America teve 15% de queda no seu faturamento, o primeiro nome que os chefões da Condè Nast pensaram para possivelmente substituir Anna foi o de Carine.

2. O modo extremamente comercial como Wintour direciona a revista me dá nauseas. O que raios ela pode fazer afinal? Os EUA gritam comercialismo em cada coisa que produzem. É uma característica cultural. Vide a própria moda americana, baseadíssima no sportwear e casual acima de tudo. Afinal, eles tem o posto de “maior centro econômico do globo” para zelar. Mas ao que parece, nem as gringas aguentam mais ver celebridades na capa, styling óbvio e completa falta de ousadia em matérias e editoriais. Again, ponto pra Carine.

3. De longe o filme parece ofuscar figuras como a diretora criativa da Vogue America, Grace Coddington, que edição sim, edição não, faz a stylist em editoriais até bem decentes mas incrivelmente envelhecedores. Podem perceber. Sempre que tem dedo da Grace há uma adição de idade. E quando é Age Issue, então. Ih… É aí que tanto ela e Wintour pesam a mão no fator velhice e fazem a edição soar contraditória. Lembra daquela capa em que a Kate Moss parecia uma senhorinha recatada? É disso que estou falando.

Segmentação de público? Talvez. Às vezes só não casa muito com o resto da publicação, que páginas antes havia abordado sobre o estilo e a vida das novas it girls, que em sua maioria mal passam da casa dos 20.

4. No trailer inteiro, o momento que mais me chocou foi quando ela vira pro Oscar de La Renta e fala com toda a propriedade que aquele look em questão simplesmente não fará parte do show. Tá. Wintour é amiga pessoal de La Renta desde tempos idos e conselhos profissionais são sempre válidos mas a naturidade com que ela impõe sua decisão é que me choca. E ai quem desacatar a ordem!

Da mesma forma como me choca, o poder dela também me fascina. Talvez seja esse o único ponto de admiração que tenho. Ao invés de se resumir a revista ela cuida de bailes como o Met Gala e sua respectiva exposição anual, da premiação do CDFA, o Fashion’s Night Out, Fashion Rocks e outros eventos. O excesso de poder acabam envolvendo Anna em uma atmosfera mitológica quando na verdade sua contribuição para a mídia de moda foi dar o direcionamento comercial que a VAmerica tanto precisava no fim dos anos 80, quando entrou na revista.

5. Depois dessa, estamos esperando um documentário sobre Carine que aborde desde seu trabalho na revista, sua influência em Paris e o lifestyle francês.

Em suma, September Issue promete ser uma versão realista de O Diabo Veste Prada. Bem melhor, pois elimina o enredo romanceado e foca no que interessa: o funcionamento de uma revista de moda do porte da VAmerica. Estréia lá fora em setembro, exatos dois anos após ser rodado. É imprevisível saber quando chegará por aqui mas dá pra acompanhar tudo pelo site oficial e assim como pelo twitter do filme.

Só para constar: o slogan “Fashion is a religion, this is the bible” não poderia ser mais sensacionalista, alienativo e até bem apropriado para os tempos de crise.

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seu paulo fecha aí
Junho 24, 2009, 10:02 pm
Arquivado em: alusãozinha

justamente quando o SPFW encerra suas atividades é que me aparece algum tempo para respirar depois da maratona chamada TCC. Por pura ironia do destino e uma boa dose de turbulência acadêmica não pude acompanhar em tempo real mais uma temporada de moda tupiniquim. depois dessa, penso seriamente em mudar o nome do blogue para “cara do delay”. atualização por atualização, prefiro sentir o alívio de ser uma formanda bem sucedida. perto disso, nenhum delay soa nocivo.

se bem que um topismo geral com os melhores da temporada (Dragão incluso) seria uma ótima forma de amenizar os meses sem postagens, né? vou pensar no caso.



oitentismo tem limite
Junho 24, 2009, 5:21 am
Arquivado em: moda

apfk

Exemplo clássico de criança vestindo roupa de anão.
Passação oferecida pela American Apparel.



ai, morri
Junho 24, 2009, 2:23 am
Arquivado em: moda

lookinaboxMAC para Nordstrom. Quero o último.
Vi no Pestiscos. Sim, até eu estou lendo essa porcaaria. Vicia, sabe?



told you so
Junho 21, 2009, 4:16 am
Arquivado em: moda

cafucagi

né?



da série… “conceitos”
Junho 15, 2009, 8:47 pm
Arquivado em: moda | Tags: , ,

Cúmulo da cafuçagem é:  Jesus Luz desfilando pra Colcci. Perto do estrago que está por vim até a campanha que ele fez pra Dolce & Gabbana parece inofensiva.

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tenso.



Projetos: veneno antimonotonia fortalezense
Junho 15, 2009, 5:14 am
Arquivado em: alusãozinha, blogs, opinião | Tags: , ,

Pensei que minha ausência por aqui se prolongaria por mais tempo sendo que de dois dias pra cá vem batendo aquele tédio junto com uma vontade louca de expressar idéias pseudorrevolucionárias com leve ar de ingenuidade e sem papas no teclado, como me é de costume.

Não me pergutem as circunstâncias mas começei a refletir pela enésima vez sobre a cidade (Fortaleza) e suas possibilidades de trabalho em meios descolettes como o nosso. Claro que moda é sempre o foco mas dentro da incompetência mercadológica da cidade também estão inclusos profissionais da publicidade, fotografia, jornalismo e outros ramos que estejam fora da trindade medicina-direito-engenharia.

Academicamente a cidade está até suprida com a pós de Desenvolvimento de Produto na Marista (Faculdade Católica do Ceará) e a já conhecida de Styling e Imagem de Moda do Senac. Sem falar na promessa da graduação em Design de Produto pela UFC, universidade que para a tristeza dos filhos da Aldeota escolheu o Cariri para sediar o curso. Isso só para citar alguns.

Já que formação não é o problema,  o que ocorre quando, por exemplo, o indivíduo (estudante ou não) quer mexer com algo que envolva moda e mídia? E por mídia eu falo em um sentido generalizado. Seja impressa, alternativa ou televisiva as oportunidades são minúsculas. Conta-se nos dedos os veículos que se dedicam intera ou parcialmente ao mundo fashion. Para ser mais exata, pode se contabilizar dois jornais, cada um com sua respectiva coluna semanal e duas revistas. Falo duas pois não sei como se dará o desfecho da Seven após o falecimento de seu fundador e editor-chefe, Rogilton Conde. Particularmente é uma pena pois das publicações em questão era a que mais se desvinculava da peruagem exacerbadamente comercial a qual sustenta as revistas restantes.

Analizadas as estatísticas, qual o passo seguinte? Se consumir em desespero? Pensar seriamente em mudar de profissão? Achar que mais nada faz sentido? Tomar um porre? Culpar o provincianismo de uma capital nordestina virou um clichê, visto que reclamação por cima de reclamação não resolve nada. Nem enche barriga de ninguém.

Se crise é sinônimo de oportunidade, a atitude mais sensata é criar a sua própria através de projetos. Pequenos, médios, gigantescos ou astronômicos, são eles que prometem salvar a monotina fortalezense e dar calção a quem não tem.

Utopias à parte, eu mesma já me envolvi em uma quantidade absurda de projetos. Entre os mais memoráveis estão o GLAM, tv de moda online e o Trashionistaz, blogue de streetstyle que se propunha a caçar quem tivesse estilo em solo alencarino. Ambos regados com doses generosas de pioneirismo tiveram seus dias contados por pura falta de dedicação pessoal. Afinal, uma estudante simultanea de publicidade e moda não tem todo o tempo do mundo disponível.

Apesar do triste desfecho, esse é apenas um caso em particular. Dado seus méritos, pelo menos eu e as equipes tentamos colocar a coisa para funcionar. Pensamos em algo jamais implementado por essas bandas. Colocamos em prática pensando em fins lucrativos (anunciantes e afins) e/ou em possibilidades de trabalho nos grandes veículos através da divulgação do trabalho. E conseguimos! Tanto eu quanto a Isi Ventura, editora de video do GLAM chegamos a fazer parte do Profissão Moda que posteriormente se tornou uma família para nós. No Trashionistaz uma agência publicitária do Rio Grande do Sul entrou em contato conosco para anunciar no site mas um dos membros discordou do banner pois se tratavam de sandálias tipo Crocs. Não tivemos outra escolha se não desistir do anúncio.

O testemunho acima vem apenas para reforçar a idéia inicial de que projetos são a mola mestra para quem quer fazer as coisas funcionarem por essas bandas ou simplesmente ter seu ganha pão “garantido”. Revistas ou fanzines de qualidade independentes, pequenos eventos de moda, concept stores coletivas, portfólios e até blogs! Sim, Fortaleza precisa muito de uma blogosfera fashion. A quantidade de blogues de moda locais não completa uma mão. Seria mais do que interessante ter uma comunidade blogueira de moda que a gente pudesse se encontrar para papear sobre assuntos acerca (ou não) dos nossos posts como bem fazem as paulistas.

“Não esperar cair do céu” são palavras de ordem. Oportunidade de emprego incríveis não vão brotar da terra. Ao menos que você tenha lábia (também conhecido como “truque”, comumente passa a perna em talento real), pistolão ou uma ótima sorte de seu currículo cair nas mãos certas na hora exata, as coisas vão ficar do jeito que estão. O conselho serve para qualquer área. Da criação ao styling, a melhor solução para quebrar a inércia de profissionais insatisfeitos é o desenvolvimento de projetos eficazes para suprir necessidade de mercado. E no caso, necessidade de trabalho também. Não há hora melhor de colocar tudo em prática do que agora. Então, o que cê ainda tá fazendo aqui? Go, go, go!



clichês do bocão
Junho 13, 2009, 12:21 am
Arquivado em: alusãozinha, beauty

Conceitos de beleza são subjetivos demais e relativos demais para serem teorizados. Em casos como esse, só a imagem salva. Aproveitando a deixa, uma liçãozinha que ensina a diferença entre sexy e vulgar num piscar de olhos.

angelina-jolie-harperz-bazaar-july-2009-01Sexy.

megan-fox-mtv-movie-awards-2009-08Vulgar.

Capisco?

ps. odeio mulher com cara de vadia.



Qual a importância do Dragão Fashion?
Abril 3, 2009, 8:13 pm
Arquivado em: moda

10

post didático.

Todo mundo sabe que eu não sou fã número 1 de Fortaleza. Para compensar sempre vanglorio (com cautela) algo de novo que acontece. Uma inauguração de bar, djs e/ou bandas recém-lançadas, festas inéditas e projetos nunca antes vistos ajudam bastante quando se mora em uma capital onde inovações só ocorrem a cada ano bissexto. Por isso que gosto do Dragão Fashion. Por ser um evento de moda mas por dá uma sacudidinha (nem que seja de leve) na cidade por quatro, cinco dias.

Em outros tempos via o DFB com outros olhos. Achava meio nonsense a idéia de fazer reprises de desfiles já apresentados na SPFW ou Casa de Criadores pelo fato óbvio de todo mundo já ter visto. Ainda mais durante o ano passado, quando tive oportunidade de ver as versões originais para depois dar de cara com as reedições com modificações como looks a menos ou anulação de cenário. A graça poderia ter caido pela metade pra mim sendo que o público presente continuava deslumbrado. Foi aí que meu ponto de vista começou a mudar.

Percebi que mesmo com delay, valia à pena trazê-los pois ao aportar em solo cearense eles passam de meros desfiles adaptados à doses de cultura de moda. E cultura de moda é algo que está em défict até nos profissionais da área. Com cultura de moda tudo se exclarece: desde a saber interpretar uma crítica ou ver uma apresentação e conhecer as referências usadas pelo estilista. Ela pode começar assim, ridiculamente leiga, sentando na fila F e achando estranho meninas magras com roupas espalhafatosas e coisas penduradas na cabeça. Queira ou não, só em ver uma cena dessas espectador expande sua consciência, alargando-a para mais e maiores estranhezas trashionistas.

Olha que até agora nem havia mencionado as pratas da casa, que além de um charme à parte, valem minha ida ao Dragão. Se ver o público se inteirando dos nomes importantes da moda de aculá já é válido, imagina quando a moda daqui dá frutos! É o momento onde meu coração amolece, deixando de lado os possíveis defeitos para simplesmente admirar (mais uma vez, com cautela) tudo que for made in Ceará. Claro que na minha lista negra ainda contém elementos pavorosos como rendeiras, cangaço, índios, sertão e chita.

Se fosse possível, até daria uma estrelinha dourada para cada um que resolve dar a cara à tapa e desenbolsar mais de R$ 5 mil para mostrar sua marca e/ou agregar valor a mesma. Pena que vários dos que se apresentam anulam o lado comercial, sendo intoxicado pelo glamour da passarela e esquecendo que o propósito inicial de todo aquele circo é vender as peças mostradas. Uma pena similar sinto pelos que trazem trabalhos mal-acabados ou pobres de conceito. Para ambos os casos, trocos as estrelinhas por críticas construtivas, que devem ser bem recebidas. Afinal, estilista sem cultura de moda é uma tristeza só.

Para completar, o Dragão também ganhou pontos no quezito assessoria de imprensa que passou a acompanhar as outras fashion weeks ao credenciar blogs. Mesmo sofrendo uma avaliação da Indústria de Assessoria, foram credenciadas pelo Cara do Abuso uma editora (moi!) e uma fotógrafa (Suzana Campos, amiga minha e futura colaboradora dessas páginas) para a décima edição. E é de layout novo e deslumbrados como  um passante da fila F que iremos domingo ao Centro de Convenções. Sendo que ao contrário do passante, nosso lugar é na fila A. Nada de status ou ego grande. Só para fazer jus ao nome do blog.