





Oriunda da cidade luz e com filial na Big Apple, a Surface to Air aportou na Alamenda Lorena no fim de 2006, capitaneada por Sebastian Orth e Karina Motta. Exemplo vivo do que podemos chamar de uma concept-store, o espaço agrega uma agência de publicidade que tem clientes como Isabela Capeto, uma pequena galeria de arte e na seqüencia a loja.





Desço as escadas fotografando o espaço da Nike com skeaners vintage (nada mais 70’s) quando ouço o vendedor conversando com uma colega do curso. Surpresa no diálogo.
_ “Não… mas eu sou loira. Loiras não dão certo de amarelo”.
_ “Como não? Você não viu a Kate Blanchet linda com um Dior Couture amarelo no Oscar?”
Ok. Para alguém que estava acostumada a ouvir atrizes de Malhação e Grazilles Marrassafera da vida serem citadas como exemplo de figurino a ser seguido, Kate Blanchet é definitivamente uma evolução.




Loja à dentro deparo com colagens na parede. Opa! Ali é a Diane Pernet? A blogueira de moda que, com o perdão do clichê da expressão, influenciou uma geração de aspirantes a jornalistas a botarem suas manguinhas de fora e teclarem para o reconhecimento profissional. Ela mesma, com direito a topetão e óculos escuros. Entre ela, outras figuras que não requeriam tanta atenção faziam a colagem se estender até a parte de t-shirts.



Elas, um caso a parte. Antes de me familiarizar, admirei o tromp-d’oiel de jaqueta de couro com bottons. “Conheço isso de algum lugar”. Minutos depois com a explicação da vendedora para a turma, fiz associações na busca de sentido. A medida que ela foi dissertando sobre as benfeitorias raipadas da Surface e que entre elas estava a produção do clipe do Justice, grupo de eletro francês, foi que entendi tudo. As tees expostas eram oriundas do video. Peças em malha que muitos musicboxnetes se debateriam por. Nem cogitei ver o preço.





Na explanação também foi explicado que a STA São Paulo segue à risca os passos das outra filiais estando aberta para novos estilistas consagrados como a Neon e Amapô, ambas com inúmeras semelhanças de modelagem e estamparia, e grandes nomes como Do Estilista by Sommer, Herchcovitch. Além-moda as exposições bimestrais ocorridas do terréo contam com a curadoria de Laima Leyton, do MAM. No hall das apresentações mais aclamadas estão os slides de Marcelo Gomes e a vinda do king of convenience Erlend Oye.





Aglomerado de fatos que só comprovam o sucesso do hibridismo cultural na Paulicéia. Não só uma questão puramente de mercado ($$$) mas de um público que assimile a mistureba moda+design+arte+música e dê vida longa a estrutura que o provêm dessa junção. Se Fortaleza tem capicidade de abarcar um projeto tão cosmopolita? Infelizmente… não.
Linda linda essa loja.
Sobre o comentário da Kate Blanchett, a gente vê o quanto é uó morar em Fortaleza quando visita locais como esse e escuta essas coisas… Hehehe
O melhor é que as vendedoras daqui falam “a Kelly Key usou esse vestido no Faustão semana passada, sabia?” com a maior cara lavada crente que eu tô super adorando a idéia de usar algo que aquela “cantora” rebolativa usa. ¬¬
:***
ps.: te vi no cine vendo “sweeney todd”. :P
De todos os artigos ja escritos na internet sobre nosso projeto o seu é um de nossos preferidos. merci!