Topetes

20 04 2008
Ingenuamente, nunca fui muito de reparar em beauty. Focava olhares do pescoço para baixo apenas subindo a vista para intervenções impossíveis de não serem notadas como os chapéus de Philip Treacy. Brincando, brincando de ver desfiles no Style.com acabei por me viciar nas fotos detalhadas. Um sapato, uma bolsa, um make… Pronto, o estrago tava feito.
Bastou levar a observação das cabeças para lugares além-desfile para descobrir um novo trend: topetes. Contraposto barroco aos cabelos colados na testa da temporada passada, o penteado tem quase um século de história e várias adeptas que ganharam fama graças ao chumaço de pelos estrategicamente posicionado. Mesmo com tantas variações de volumes e formatos atitude é pré-requisito essencial. Dependendo do contexto, um topete bem armado adiciona poder ou derruba quem usa até o último grau de fashion victim. Por isso é bom pensar duas vezes antes de levantar a franja à la Silvia (da novela).
Abaixo, um paralelo ontem-hoje de variações do mesmo tema.

Da esquerda pra direita: modelo americana de 1942 e Gwen Stefani em 2007.

Poster inglês de salão de beleza (1964) e Lily Cole em editorial da W de março 2008.

Brigitte Bardot com o penteado que criou a mulher. Ao lado, variação modernosa de Amy Winehouse que a fez levar o posto de “nova Bardot” segundo Karl Lagerfeld.

Lagerfeld gostou tanto que não deixou de usar no pre-fall da Chanel, ocorrido em novembro na capital inglesa.


Karen Fuke (Triton) tornou-se discípula de Lagerfeld ao borrifar um pouco de Chanel nº5 no desfile da marca em janeiro.


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