fashionleza
O segundo round foi capitaneado pelo Festival da Moda de Fortaleza que até então tinha como carro-chefe o concurso que elege novos estilistas que adoram falar de velhos assuntos: sertão, cangaço, rendeiras… e por aí vai. Ao contrário do Dragão tudo continuou da mesma forma, com inscrições livres, primeiro lugar para as criações mais regionalistas, técnica impecável e tema batido. Cansados de ficar na mão dos novatos, a organização convidou Lino Villaventura com um para um pocket-show de encerramento. Lino que não é besta nem nada exigiu não só a mesma produção como o mesmo casting do que foi mostrado na SPFW. Um envelope enorme exigia traje passeio completo e gratificava os dispostos a se jogar na Maraponga com um coquetel.

Tudo estaria maravilhoso se não fosse a data equivocada do Iguatemi Mix tenha , versão intelectual do Estilo Iguatemi. 24h depois da abertura da FMF lá estava o shopping com toda a estrutura montada para palestras, exposições e oficinas. Estranho que com três anos de ausência o revival caído justamente na mesma semana. Quem se aventurou na epopéia fashion de cobrir ambos comeu o pão que a Anna Wintour amassou. E por puro erro da organização. Dentro do corre-corre estava Entre uma palestra aqui, um desfile alí e um coquetel aculá Lino ensaiou uma onipresença. O que valeria a pena era ver o resultado do concurso promovido na Faculdade Católica do Ceará instigando os estudantes a criarem fardamentos para serventes do shopping por R$500 em livros. A proposta não foi tentadora o suficiente para que nenhuma vivalma se inscrevesse. Das duas uma: ou os conhecimentos de ergonomia não foram suficientes para elaborar um projeto ou os alunos somente sonham com o mercado de luxo.
Poucos dias de descanso e o que seria destino final chega. Ter FW na sigla supõe encontrar o supra-sumo da moda local, certo? Um mês antes o Dragão tratou de fazê-lo (mesmo com todas as suas falhas). Para a Fortaleza Fashion Week restou fazer a social. Resultado: por três dias na “Residência Oficial do Governador” circularam peruas embutucadas de Gabriella Sabatini, homens hétero e crianças. Essas presentes na primeira. Para comprovar a descompostura diante da passarela, inúmeras pessoas guardavam lugar. Não há mal-educação maior do que guardar lugar em desfile. Ou onde tiver cadeiras enfileiradas. Ah, e o que foi mostrado na linha quilométrica em direção ao pit pouco importa. Quem mostrou é muito mais interessante. Celebridades de segunda linha como misses, ex-namorada de famoso e ex-BBB matavam o desejo dos presentes de “conhecer” de perto gente que já saiu na Contigo! pelo menos uma vez. Típico.
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Maio 10, 2008, 8:05 pm
Arquivado em: alusãozinha, moda local | Tags: Dragão Fashion, Dream Fashion Tour, Faculdade Católica do Ceará, FMF, Fortaleza, Iguatemi Mix, Lino Villaventura
Arquivado em: alusãozinha, moda local | Tags: Dragão Fashion, Dream Fashion Tour, Faculdade Católica do Ceará, FMF, Fortaleza, Iguatemi Mix, Lino Villaventura
Nas últimas semanas Fortaleza foi invadida por uma série de eventos de moda como nunca se viu. A rotatividade aconteceu de uma forma tão sequencial que pairou no ar a dúvida: haveria carão suficiente até o fim? Fenômeno irônico para a capital cearense que chega a passar meses sem sonhar com uma passarela e de repente é tomada por uma enxurrada des situações com o nome fashion no meio.
Foi dada a largada da maratona com o Dragão Fashion, ânsia anual dos estilosos locais que se intitula como “maior evento de moda autoral do país”. Eufemismos à parte, o Dragão ganha pelas versões editadas de marcas previamente vistas na SPFW e Casa de Criadores (uma lista que continham Mário Queiroz, Walério Araújo, Wilson Ranieri, Weider Silveiro, João Pimenta e Samuel Cirnansck), além de agregar valor instantâneo as marcas locais que lá desfilam. Em nove anos já havia se firmado a tradição de emergir novos talentos via concurso, que provavelmente voltariam à casa na edição seguinte. 2008 foi diferente. Com um edital que resumia a participação a estudantes da área, exigindo que apenas grupos de no mínimo seis componentes poderiam se inscrever. Resumo da ópera: trabalhos insuficientes tomaram lugar de boas possibilidades e somente prevaleceu o nome das faculdades ao invés dos autores. Ao menos não abarrotaram o chão de eucaliptos como (era) de costume.
O segundo round foi capitaneado pelo Festival da Moda de Fortaleza que até então tinha como carro-chefe o concurso que elege novos estilistas que adoram falar de velhos assuntos: sertão, cangaço, rendeiras… e por aí vai. Ao contrário do Dragão tudo continuou da mesma forma, com inscrições livres, primeiro lugar para as criações mais regionalistas, técnica impecável e tema batido. Cansados de ficar na mão dos novatos, a organização convidou Lino Villaventura com um para um pocket-show de encerramento. Lino que não é besta nem nada exigiu não só a mesma produção como o mesmo casting do que foi mostrado na SPFW. Um envelope enorme exigia traje passeio completo e gratificava os dispostos a se jogar na Maraponga com um coquetel.
Tudo estaria maravilhoso se não fosse a data equivocada do Iguatemi Mix tenha , versão intelectual do Estilo Iguatemi. 24h depois da abertura da FMF lá estava o shopping com toda a estrutura montada para palestras, exposições e oficinas. Estranho que com três anos de ausência o revival caído justamente na mesma semana. Quem se aventurou na epopéia fashion de cobrir ambos comeu o pão que a Anna Wintour amassou. E por puro erro da organização. Dentro do corre-corre estava Entre uma palestra aqui, um desfile alí e um coquetel aculá Lino ensaiou uma onipresença. O que valeria a pena era ver o resultado do concurso promovido na Faculdade Católica do Ceará instigando os estudantes a criarem fardamentos para serventes do shopping por R$500 em livros. A proposta não foi tentadora o suficiente para que nenhuma vivalma se inscrevesse. Das duas uma: ou os conhecimentos de ergonomia não foram suficientes para elaborar um projeto ou os alunos somente sonham com o mercado de luxo.
Poucos dias de descanso e o que seria destino final chega. Ter FW na sigla supõe encontrar o supra-sumo da moda local, certo? Um mês antes o Dragão tratou de fazê-lo (mesmo com todas as suas falhas). Para a Fortaleza Fashion Week restou fazer a social. Resultado: por três dias na “Residência Oficial do Governador” circularam peruas embutucadas de Gabriella Sabatini, homens hétero e crianças. Essas presentes na primeira. Para comprovar a descompostura diante da passarela, inúmeras pessoas guardavam lugar. Não há mal-educação maior do que guardar lugar em desfile. Ou onde tiver cadeiras enfileiradas. Ah, e o que foi mostrado na linha quilométrica em direção ao pit pouco importa. Quem mostrou é muito mais interessante. Celebridades de segunda linha como misses, ex-namorada de famoso e ex-BBB matavam o desejo dos presentes de “conhecer” de perto gente que já saiu na Contigo! pelo menos uma vez. Típico.Quando pensei que os calendários jamais se coincidiriam de novo eis que chega a cidade solar outro eufemismo. Dream Fashion Tour, “O maior evento de moda itinerante do Brasil”, consegue a proeza chocar por um único dia com a FFW. Dou meu braço à torcer para quem disser que ambos tem públicos diferentes mesmo tendo moda como pretexto. Nem por isso deixam de existir inúmeros estudantes que adorariam estar nos dois. Sendo que poucos queriam pagar R$25 (meia) para assistir a um Victoria Secret’s fake. Solução? Distribuir ingressos nos cursos de moda na véspera. Audiência garantida. Satisfação nem tanto. Afinal, misturar Marcelo D2 com Rossicléia é muita falta de bom senso.
Resumi os acontecimentos para confirmar minha conclusão inicial. Pouco mais de um mês fomos do “luxo” ao lixo. Gradativamente descemos degrau por degrau na ânsia de reportar e/ou absorver o que estava acontecendo na cidade, acreditando que era válido comunicar sobre. Precisei da overdose para confirmar que era melhor ter ficado em casa fazendo um trendhunt básico ou lendo uma Vogue do que rever looks clonados de apresentações originalmente exibidas meses atrás.Esse delay de Fortaleza irrita. Dá desgosto. Frustra. Por isso que retorno a escrever maciça e diariamente para o Cara do Abuso com doses cavalares de cosmopolitismo e dando um tapinha com luva de pelica quando for preciso.
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Por isso, não nascemos e nem viveremos de moda aquiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Vamo simbora!
A unica parte boa de tudo eh rir dos absurdos que vemos nesses eventos isso, para não chorarmos né!?
;)
te adoro.
Comentário por isiventura Maio 16, 2008 @ 3:59 amtaca o pau! haha.
brincadeira, adorei. escreva sempre mais. vicia.
beijos.
Comentário por Jackson Jr. Maio 16, 2008 @ 4:33 pmEnquanto isso esperamos vir “o novo”.
Comentário por JANE MARY Maio 22, 2008 @ 5:11 pmbjs
[...] 26 07 2008 Depois da onda de fashion weeks instantâneas que deu pelas bandas de cá, aprendi que Fortaleza tem dessas mesmo. Digo, de passar meses à fio sem um cursozinho decente do [...]
Pingback por modos acadêmicos « cara do abuso Agosto 4, 2008 @ 3:21 am