Arquivado em: alusãozinha, moda, moda local | Tags: Bryan Boy, Daniel Peixoto, dresscode, Marc by Marc Jacobs, Marc Jacobs, Marcos Mala, Seven Magazine, vestido
A notícia é velha mas vale a repercussão.
Bem, todos estamos sabendo da campanha de inverno da Marc by Marc Jacobs, né? Aquela, fotografada (mais uma vez) pelo Juergen Teller em que o Cole Mohr aparece de… vestido. Quanto a isso tudo ok pois as imagens transmitem uma ironia elegante que é a cara do MJ.
Alguns também sabem de onde vem a idéia. O blogueiro filipino Bryan Boy ganhou fama pelo estilo trangressor, opiniões escrachadas e pelos incontáveis posts em que declara seu amor (no sentido trashionista da coisa, claro) à MJ, que na maioria das vezes é atravez da ampla exposição de sua it-bag do inverno 08/09.
Por mais que o próprio Marc não tenha feito nenhuma declaração confirmando a influência do blogueiro no briefing da campanha, não só as imagens falam por si. No BryanBoy.com há uma sessão reservada para citações de grandes veículos ou gente importante à respeito do autor. Qual vem em primeiro lugar?
“I give you a 10 for effort… Love your
passion for fashion, after all, where would
designers be without enthusiasm like
yours?”
- Marc Jacobs
Como bem afirmou Romeu em um post que encontrei no the1988, “Marc Jacobs gosta de tirar sarro da gente. Enquanto nós estamos indo, ele já está voltando (tudo ao contrário, como aquele desfile dele)”. Superconcordo sendo que acredito que há muito mais por trás da sagacidade do estilista.
Tendo uma visão geral do que é a moda masculina hoje e o rumo que ela está tomando ao tentar ampliar as opções estilísticas dos rapazes vem, sem dúvida, da conduta dos consumidores em potencial. Mudanças como propor “homens frágeis” em passarelas ou editoriais podem ser consideradas sutis se contrapomos com o uso de vestidos. Ambos podem ter a mesma origem (influência do público gay) mas não deixam de serem extremamente distintos. Enquanto a primeira estratégia vai comendo pelas beiradas para modernizar (perdoem o lugar-comum da expressão) o guarda-roupa masculino, a outra escancara de vez as possibilidades de vestir dos homens. As duas tem propósitos mercadológicos diferentes mas prática, como vai funcionar?
Minhas dúvidas aumentaram ainda mais ao ver o editorial Victor/Victória na última Seven Magazine. O foco poderia até está na tão (de)batida androgenia, o que não impediu que o styling de Marcos Mala minizasse o delay entre a terra rachada e o resto do mundo, colando sobre Daniel Peixoto um microvestido Jefferson Kuling. Então, se a onda man in dress já aportou por essas bandas calorentas, o que resta esperar? O mesmo que aconteceu com a calça skinny? Rejeição incial e hiperaceitação em seguida? Com o vestido fica mais difícil imaginar.
2 Comentários até o momento
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acho poooouco booom hein!!!!!!!!!!
Comentário por isiana Agosto 8, 2008 @ 8:25 pmparabennns clara! vc arrasa
[...] Como era de se esperar, o tênis não foi comprado na cidade solar e sim numa loja em Londres. Na verdade, origem nem importa muito. Só em me deparar com situações como essa já fico feliz por saber que o delay Fortaleza X Mundo parece está diminuindo. Post passsado que o diga. [...]
Pingback por BANG! POW! CRASH! « cara do abuso Agosto 9, 2008 @ 8:12 am