cara do abuso


os não-tem-que-ter da temporada
Fevereiro 12, 2009, 10:25 pm
Arquivado em: fashionismos, moda, streetstyle

Captar o espírito do tempo e transformar em desejo de consumo não é para qualquer um. Já observar o que tão se usando por aí qualquer um consegue fazer. Inclusive yo. Por que não? O fato é que ando observando com afinco que mais cedo ou mais tarde surgiria uma listinha de elementos que repetem. A frenqüência com que isso acontece é tamanha que, além de não serem novidade para ninguém, ainda acabam soando medíocres e gerando um abusinho em quem não é tão leigo assim. Indo ao que interessa:

Esmate Colorama 40 graus: Nas mãos e nos pés, é o substituto do “Gabriela” da Risqué. Pode ser considerado o maior gerador de fashion victins por semana. Antes, a menininha que só usava “Renda” ou “Paris” (ou os dois juntos) agora se arrisca na versão mais aberta dos vermelhos já lançado para unhas.

Calça Baggy à la Kate Holmes (ou Boyfriend Jeans): Ontem mesmo ouvi uma moça no elevador: “Ai, como é bom calça folgada. Ainda bem que voltou, né?”. Destroyed ou não, elas ainda não tomaram (nem vão tomar) totalmente o lugar da skinny-inny-inny mas supervão ser uma alternartiva para quem não quer o aperto da skinny nem o despojamento total e completo da saruel, nosso próximo item.

Saruel: Como diz minha mãe quando uma coisa está “empestada”: couro de vaca. Tem em todo canto. E de todo jeito. Eu mesma fui uma vítima (mentira. comprei porque quis) do saruelzismo. Comprei duas: uma de viscolycra preta e outra de cetim azul da Zara, com a maior cara de pijama, a qual uso como minha referência (secreta) ao verão 2009 da Dolce & Gabbana, já que não rola comprar um original. Pior mesmo são as versões étnicas com prints africanos, marroquinos e afins. Há quem diga que não há nada mais datado que as tais calças com cavalo baixo. Discordo. Daí o item seguinte.

Gladiadoras: Quando você jura que o Ghesquierè não poderia lançar nada tão arrebatador e epidêmico como foi o lenço palestino, ele vai lá e fecha de novo com a nossa cara. Prova são as infinitas variações da sandália que há um ano perdura nos pés de todas as castas. Desde Gwenth Pawtrol, que as sacou para contrastar com vestidos meigos até à girl next door as utilizas com completo da dupla shortinho jeans + bata. Sem falar quando no lugar do shortinho se encontra uma saruel. Aí sim se vê um look datado.

Sapatilhas: Complementa a nova baggy tanto quanto a gladiadora forma um conjutinho com a saruel. Juntar as duas foi o styling mais esperto de Holmes ao unir a calça do namorado com o modelo de sapato que já era frebe nas ruas e redcaperts. Deu no que deu.

Mechas Californianas: Outro elemento que eu caí feito um patinho. Você vai pro salão na onda de iluminar os cabelos, dá mais vida ao rosto e blablabla e quando saí de lá repara que na rua teve um monte de gente com a sua mesma idéia.Genial, não? Até a Suzana Viera fez. Ou seja: jogue preto-azulado agora nas madeixas e faça a grunge ressentida porque os nineties tão aí, como eu já cansei de avisar. Bem doida. O bom mesmo é prosseguir com o rosto cheio de luz e na via das dúvidas brincar dizendo que se inspirou na loirice do Kurt Cobain.


4 Comentários até o momento
Deixe um comentário

o mais “in” na moda dos anos 2000 é ficar de fora dela.
=***

Comentário por Flávio L.

Envia-me um e-mail com, seus projetos, suas atividades. Estou cursando design de moda e quero trocar ideias com vc. Posso?
Gostei do seu blog se vc incomoda é pq diz algo verdadeiro. A verdade doi.
Abraço

Comentário por val

fiquei tão arrasada com a banalização da californiana :~~

Comentário por Maíra Suspiro

eu fico arrasada é com a banalização da sapatilha, isso sim. e com o preconceito contra ela. melhor coisa pra ir trabalhar ever.

sobre o esmalte, muito me preocupa, porque se a volta for pros anos 90 mesmo, todo mundo vai voltar pro ameixa com rebu? todo mundo com unha marrom e vinho pra cima pra baixo e qualquer esmalte pega rebu por cima? sei não. consigo abandonar o 40 graus não. é difícil. pior é ter que abandonar o tomate com havana, que é ainda mais legal.

Comentário por mariana




Deixe um comentário
Linhas e parágrafos quebram automaticamente, endereços de email não serão mostrados, HTML permitido: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>